Abstract: The Art of Design

A Netflix liberou na sexta-feira (10/02) sua nova série, Abstract: The Art of Design. A série conta a história de oito artistas que atuam no mundo do design. A série aborda como as inovações artísticas impactam nosso cotidiano e como se desenvolve o processo de criação de grandes nomes do design.

Para pessoas que trabalham com criação de produtos e marcas, como eu, a série é muito relevante. Assisti ao primeiro episódio com o ilustrador alemão Christoph Niemann e fiquei muito empolgada com a forma como Niemann enxerga seu trabalho.

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Christoph Niemann / Fonte: Site do ilustrador

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Minhas metas para 2017

Nossa! Tá saindo meio tarde esse post, hein rs. Mas antes tarde do que nunca né nom?

Eu sou uma pessoa meio desorganizada na minha vida pessoal. Para trabalho eu me esforço ao máximo e consigo manter uma boa postura organizacional, mas na vida…vergonha. Nem falo dos meus papéis, porque aí é se escancarar demais.

Para 2017 eu me prometi me organizar melhor, até comprei uma agenda fofinha pra fazer isso (já tem umas 3 semanas em branco rs).

Segue abaixo uma listinha do que eu me disponho para viver um 2017 mais organizado, produtivo e menos caótico. Continuar lendo

Eu fui feliz em 2016

Eu havia planejado fazer uma postagem de retrospectiva de 2016, mas a correria da vida me impediu mais uma vez… na verdade até dava, mas acabei priorizando outras coisas e mais uma vez deixei o blog de lado. Não me sinto culpada por isso, afinal eu  estava vivendo. Tem já uns meses que não posto nada por aqui, mas isso não quer dizer que esteja parada, ando envolvida em tantos outros projetos lindos e especiais.

O primeiro deles e minha prioridade é meu TCC. Este mês é o prazo final de entrega do meu Trabalho de Conclusão de Curso, vulgo TCC. Só falta ele pra que eu tenha meu diploma em mãos e possa enfim pensar nos demais projetos acadêmicos que tenho.

O segundo e não menos importante é a minha lojinha. Por volta de setembro/outubro eu encarei o desafio de começar a aceitar encomendas “reais” de bordados. Além de amar bordar quadrinhos eu ganho uma renda extra que, embora ainda não seja suficiente pra ser exatamente “extra”, é uma forma de começar a me desafiar mais e encarar a vida de empreendedora. Meus planos para este ano são além de me formar fazer a NAZARENTA crescer e espalhar lindos quadros e colares bordados por esse Rio de Janeiro, Brasil, mundo… Vamos sonhar alto, né 😉

Um outro projeto é o Trocas com Natureza no qual participo com 4 amigas. Encontros sazonais para festejar a virada das estações com um delicioso piquenique, muitas atividades voltadas para a permacultura e sustentabilidade na cidade grande. É um dos projetos mais lindos que faço parte. No primeiro semestre de 2016 acabei me afastando um pouco, mas assumi a administração da página e isso foi importante para que eu comece a me engajar mais. Conheça o projeto aqui.

Em 2016 eu fui feliz. Apesar de toda crise política e econômica que passamos, eu tive minha família ao meu lado e com eles eu sei que posso tudo. Foi um ano de muita reflexão, engajamento, planejamento (não é meu ponto forte…) e eu pude ter um gostinho do que quero em 2017. Muita gente não liga pra essas coisas de virada de ano, mas pra mim a virada do ano indica o término de um ciclo para o início de um novo, assim como meu aniversário rs. São dois ciclos que gosto muito, sinto que minhas energias se revigoram e que posso muita mais, que tenho a oportunidade de refetir sobre o que fiz no ciclo anterior para aperfeiçoar ou esquecer no próximo.

Em 2017 em quero paz, afinal em 2016 também fiz besteira rs. Já em 2016 comecei a mudar alguns hábitos com relação a redes sociais e envolvimento com pessoas que despertavam em mim meu lado negativo, talvez não por culpa delas, mas me importar com o que elas pensavam me causava até dores estomacais e alimentavam em mim sentimentos ruins. Voltei a meditar e olhar mais pra dentro, a me apegar mais a coisas boas.

Também quero amor. Muito mais amor. Este ano meu noivo e eu completamos 10 anos que nos conhecemos. Dez anos atrás nos conhecemos e começamos um relacionamento, mas o universo cuida para que tudo tenha seu tempo certo e hoje estamos aqui ❤

Dois mil e dezessete, seu lindo! Eu quero sucesso! Quero me posicionar enquanto profissional. Creio que ainda não me achei nesse emaranhado doido que é o mercado de trabalho. Mesmo bordando quero continuar trabalhando com a carreira que escolhi. Minha meta é me preparar para conseguir um lugar ao sol em alguma biblioteca muito especial ❤

Bordados. Quero bordar tudo! Tenho muitas ideias pros próximos meses e algumas dessas ideias deram o ar da graça em forma de uma pessoa do qual já sou fã. No final de 2016 eu participei de uma feira de moda e artesanato numa casa incrível no Rio de Janeiro. Uma feira feita somente por mulheres e conheci um ser de luz maravilhoso que me lançou uma proposta de parceria da qual já desejava há tempos…mas isso só conto depois de concretizado…sabe como é né rs

Eu desejo a cada um dos leitores deste singelo blog que 2017 seja ano de realizações. Mas elas não caem do céu hein. Quando a gente deseja e se esforça a gente consegue 😉

Que seu 2017 seja feliz como 2016 foi.

 

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Eu, bordadeira…

Desde pequena fui inserida no mundo das linhas, agulhas e máquinas. Mamãe é costureira desde os 8 anos de idade e aprendeu com minha avó. Ajudava minha mãe a desmanchar roupas e aos poucos fui tomando gosto. Não tenho como negar que os dotes manuais estão bem presentes em nossa família; mamãe costureira, papai e dois irmãos marceneiros  (um deles é músico também) e o mais novo alfaiate. Mesmo tendo aprendido algumas coisas eu não gostava muito de assumir que fazia tais coisas…sabe aquela cabeça de pré adolescente emburrada que tem vergonha de tudo? Era eu…eu fui uma adolescente bem chata, confesso. Mas mesmo tentando negar o que já era parte de mim eu ainda fazia umas coisinhas para algumas clientes de mamãe e para mim mesma.

Já com 15 pra 16 anos eu aprendi a bordar. Mamãe ensinou-me os primeiros pontos e sempre comprava alguma revista quando eu pedia não tinha internet acessível ainda. Fazia pequenos reparos e customizações em roupas minhas, mas acabei deixando de lado por muito tempo.

Hoje, já aos 28 anos, eu fui arrebatada quando depois de quase 10 anos longe das agulhas eu retornei a bordar e não consigo mais parar. Pesquisar sobre bordados e suas técnicas me ensinou muito não só sobre artesanato, mas creio que principalmente sobre apoderamento/empoderamento.

Com a internet tudo flui muito mais rápido e é possível conhecer gente do mundo todo fazendo coisas fantásticas. Utilizo principalmente o Instagram para encontrar bordadeiras(os) que fazem diferença no atual cenário sociocultural.

O que se chama de bordados subversivos são verdadeiras obras de arte em tecido ou tela feitas com agulha e linha. Desenhos que valorizam o feminino e o poder da mulher. Seja com frases de impacto ou desenhos de vulvas e corpos nus, os bordados tem infinitas possibilidades de ser trabalhado.

Posso dizer que foi através do bordado que comecei minha caminhada ao autoconhecimento enquanto mulher. Por meio das pesquisas sobre bordados e bordadeiras eu acabei caindo em temas que até então não achava que tinham a ver. Justamente o apoderamento/empoderamento e a liberdade feminina. Bordar parecia somente um exercício antiestresse e moda, mas ele pode ser o que quisermos que ele seja, assim como nós mesmas.

Alguns dos meus projetos:

Espero que tenham se inspirado a bordar também ❤

Bjs da Naza

100% feminista

Hoje porque eu ainda não dormi foi um dia e tanto! Saiu a nova música de MC Carol em parceria com Karol Conka, 100% feminista.

Em agosto a dupla deu uma entrevista ao Papel Pop e falou um pouquinho desta parceria e da bomba que viria. Deem uma olhadinha:

 

 

A música faz parte do novo álbum de MC Carol, “Bandida”, que será lançado ainda este mês. A letra de 100% feminista é maravilhosa sou imparcial?, cheia de empoderamento feminino e a narração das opressões diárias que milhares de mulheres sofrem. É uma letra forte, que fala de representatividade e da força da mulher.

Minha reação resumida num tweet:

Bom…o feminismo não é único, ele é pluralista e ainda estou em desconstrução em diversos aspectos da vida, já falei um pouco disso em Mamãe é feminista, mas pra frente falo mais da minha trajetória que ainda está só no começo.

Ao O Globo Leonardo Lichote, crítico musical, fez comentário sobre a música e traduz bem o que esse feminismo plural significa para as K/Caróis.

Na gravação, as duas se apresentam da mesma forma, como “(C/K)arol bandida” e puxam para si: “represento as mulheres 100% feministas”. Elas são unificadas também pela produção de Leo Justi e Tropkillaz – a base é praticamente a mesma para as duas, um ponto de encontro entre o universo sonoro de cada uma. Mas a força de “100% feminista” está nas diferenças que vão para além da inicial de seus nomes. A perspectiva de cada uma está bem marcada em seus versos – e como se constrói o feminismo para cada uma delas. Enquanto Carol coloca a dureza clara da experiência pessoal (“Eu tinha uns cinco anos/ Mas ja entendia que mulher apanha/ Se não fizer comida”), Karol expõe um olhar mais analítico (“Século XXI/ E ainda querem nos limitar/ Com novas leis”) – uma alimentando e fortalecendo a contundência da outra.

E vamos à música ❤

Bjs da Naza, quase 100% feminista :*

Silenciar sentimentos, a autodestruição

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Quantas coisas você internaliza todos os dias? Quantos sentimentos e pensamentos você guarda para si mesmo, tentando não causar danos ou ofender a quem você deveria enfrentar? Vá com cuidado! Pois no final quem estará sofrendo danos será você. Explicaremos por que isso acontece a seguir.

1. Quem cala consente, mas tudo tem um limite

O silêncio é sábio, disso não há dúvidas, e é sempre muito bom que ante algumas palavras ignorantes, ante um comentário fora do lugar ou ante uma expressão um pouco inadequada, optemos sempre por fechar a boca e agir com mais inteligência do que aquele que fala sem pensar.

Bom, porém devemos saber manter um equilíbrio entre guardar silêncio e defender nossas necessidades:

  • Silenciar nossos sentimentos ou nossos pensamentos deixa que, a pessoa que está na nossa frente, não saiba que está nos machucando, ou que está ultrapassando alguns limites. Ninguém consegue adivinhar o pensamento dos outros, por isso se não dizermos aquilo que nos faz mal ou que nos ofende, as outras pessoas não o saberão.
  • Existem silêncios sábios e palavras sábias. Saber quando se calar e quando falar é, possivelmente, a melhor habilidade que podemos aprender a desenvolver. Não se trata, de modo algum, de estar sempre calado ou de dizer aquilo que temos em mente. Os extremos nunca são bons. Mantenha o equilíbrio, mas lembre-se sempre que esconder os sentimentos pode nos machucar. Você permite que outros invadam seu espaço pessoal, que atravessem os limites e que falem por você ou que escolham por você. No final, você será quase uma marionete guiada por fios alheios.

2. As palavras silenciadas convertem-se em doenças psicossomáticas

Você não ficará surpreso em saber que a mente e o corpo estão intimamente relacionados e conectados. A conexão é tão grande que os especialistas advertem que quase 40% da população sofre ou sofreu em sua vida com alguma doença psicossomática.

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Silenciar e adoecer…

O nervosismo, por exemplo, altera nossas digestões, causa diarreias ou a clássica dor de cabeça. Muitos herpes labiais são desencadeados por processos de estresse elevados, de nervosismo e febre. Logo, ficar calado todos os dias e internalizar o que sentimos e o que pensamos gera em nosso organismo uma alta carga de ansiedade.

Pense em todas aquelas palavras que não deseja dizer aos seus pais ou aos seus amigos para não ferir seus sentimentos. Eles fazem as coisas por você pensando que estão ajudando, quando na verdade não estão contribuindo. Por que você não conta a verdade?

Tudo isso, no final, irá originar doenças psicossomáticas, enxaquecas, pressão alta, cansaço crônico.

3. Dizer em voz alta suas palavras: a chave do desabafo emocional

Não tenha medo de escutar sua própria voz, e muito menos que os outros também o façam. É algo tão necessário como respirar, como comer, dormir. A comunicação emocional é ideal para o nosso dia a dia, para estabelecer relações mais saudáveis com os demais e, logicamente, com nós mesmos.

 Aqui vão algumas dicas básicas para obter sucesso:
  • Pense que tudo tem um limite. Se não dizermos em voz alta tudo aquilo que pensamos e sentimos, não estaremos atuando com dignidade, perderemos nossa autoestima e o controle de nossa vida. Primeiramente, tome consciência de que dizer o que está pensando e precisando é um direito.
  • Dizer o que você pensa não é causar danos a ninguém. Significa se defender e, por sua vez, informar aos demais de uma realidade que deveriam conhecer.
  • Não fique preocupado com a reação das outras pessoas, não tenha medo.Porém, se você se preocupa muito com o que pode acontecer, pode se preparar ante as possíveis reações. Um exemplo: está cansado do fato de que seus pais apareçam em sua casa todos os finais de semana e que não está tendo relações com seu companheiro. De que maneira você acredita que irão reagir? Se você acredita que eles irão ficar chateados, prepare-se para justificar que não existe razão para magoas. Caso você pense que eles ficarão machucados, prepare também o modo como irá argumentar, para não feri-los.
  • Pense que as palavras, dizer em voz alta aquilo que sentimos e pensamos é, na verdade, o melhor modo de liberação emocional que existe. Pratique-o com sabedoria, cuide de si mesmo.
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E não é?!

Fonte do texto: Melhor com saúde

Fontes das imagens: Frases para faceMZ Portal / Um Cartão

É tempo de viver sem medo

Medo. Por muito tempo vivi com este sentimento entranhado em mim. Na verdade ainda vivo com certas doses de medo. Deixei de fazer muitas coisas por conta da insegurança, por não acreditar que era era suficientemente capaz ou por acreditar que determinada ação não seria o caminho mais seguro e promissor para mim.

O medo ameaça: se você ama, terá Aids; se fuma, terá câncer; se respira, terá poluição; se bebe, sofrerá acidentes; se come, terá colesterol; se fala, terá desemprego; se caminha, terá violência; se pensa, terá angustia; se duvida, terá loucura; se sente, terá solidão.

-Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio

Demorei muito para entender o porquê da minha vida não “andar”… o medo me prendia, como uma âncora segura o navio no cais. Ele pode ser bom em determinados momentos para que tenhamos mais cautela na vida, mas jamais o medo pode ser uma distração do nosso propósito e existência.

Hoje, com mais consciência de minha essência e dia a dia entendendo quem eu sou e do que sou capaz, tenho mais confiança nas minhas tomadas de decisão. Ainda me frustro bastante, principalmente no campo profissional, mas ainda assim pratico a autorreflexão para tentar melhorar e enxergar melhor minhas possibilidades. E eu sei que nunca será o suficiente, porém é o que faço nesse percurso que importa realmente.

Galeano sabiamente descreve pensamentos desse tipo como “utopia”:

Fazíamos a pergunta todos os dias: “para que servia a utopia? Se é que a utopia servia para alguma coisa…” Então disse: “veja bem, a utopia está no horizonte e se está no horizonte, nunca vamos alcançá-la. Porque se caminho dez passos, a utopia vai se distanciar dez passos e se caminho vinte passos, a utopia vai se colocar vinte passos mais além. Ou seja, sei que jamais vou alcançá-la. Então para que serve? Para isso, para caminhar.

Eu sei que jamais serei um ser humano completo, equilibrado emocionalmente… eu pratico o máximo que posso, um dia por vez.

Fonte: Youtube

Mamãe é feminista

Mês passado eu estava voltando do almoço com minha mãe quando passa uma menina, devia ter uns 18 anos no máximo, de short curto, barriga de fora e mega decotão… logo que ela passou eu falo pra minha mãe: “Nossa! Desnecessário isso. Menina bonita, nem precisava andar assim.”. Eu esperava um aceno da parte de minha mãe, mas para minha surpresa e lacração de minha senhora, a mesma solta essa: “Garota, deixa a menina andar do jeito que ela quiser, você não tem que achar nada, ela tá se sentindo a mais bonita de todas.”… preciso dizer qual foi a cara de bunda que fiz na hora?

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Fonte: http://officialnewgirl.tumblr.com/

Pois bem… fui criada numa casa bem machista, mas não por causa de meu pai e meus 3 irmãos mais novos, e sim por causa da minha mãe mesmo. Ela é de família amazonense, dessas bem conservadoras e me criou assim. Eu sempre tinha que cuidar da casa enquanto meus irmãos brincavam ou assistiam TV. Eu era responsável por cuidar deles quando iam para a rua e tinha que zelar pelo bem estar físico dos 3, caso contrário… Minha mãe era dessas nervosinhas sabe…varinha de goiabeira foi a amiga dela por anos e minha inimiga mortal. Passados bons anos, a varinha não deu mais o ar de sua desgraça e uma nova mãe surgiu. Eu já havia reparado que minha mãe tinha mudado em várias coisas, mas este dia na volta do almoço eu senti uma espécie de orgulho. Fiquei chateada por ter levado um fora, mas na verdade eu estava mais chateada comigo mesma enquanto meu coração explodia de alegria pela minha mãe. Hoje ela vai em protesto, grita “Fora quem ela quiser”, defende as meninas e ainda dá lição em macho opressor no trem ❤

Minha mãe é minha heroína!511811-mlb20645599977_032016-y

 

Fonte: http://goo.gl/SFCGUc

Isso tudo me fez refletir ainda mais o quão ainda tenho que trabalhar em mim. Desde o ano passado tenho me envolvido mais com o movimento feminista. Vou à palestras, oficinas, pesquiso, leio…mas ainda assim eu ainda me pego pecando. A desconstrução é diária e  ninguém muda simplesmente de uma hora pra outra, e por isso mesmo não me cobro tanto, mas ainda assim fico bem mal quando solto uma asneira sem tamanho. Graças à Deus tenho amigos que me ajudam bastante nessa caminhada e sempre me dão uns toques (cada vez mais raros).

Um dos exercícios que tenho feito para melhorar é ler. Este ano tenho como meta ler livros escritos só por mulheres, ou pelo menos 80% de minha cota anual. Não necessariamente livros sobre o feminismo e afins, mas leituras gerais mesmo. Precisamos dar destaque para muitas autoras excelentes que temos, não só estrangeiras mas brasileiras também.

Este ano está  sendo bem difícil, mas muito enriquecedor pra mim, no sentido que cada vez mais me descubro como mulher e entendendo aos poucos o que isso provoca.

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Todos nós precisamos! (ainda)

Fonte: https://goo.gl/lWzZdX

 

Abs da Naza

Sorria, você está sendo iluminado!

Faz cerca de um ano e meio que conheci o instagram de Felipe Guga. Ilustrador e artista visual carioca, Felipe criou a série de ilustrações hiper coloridas feitas a base de canetas fluorescentes para espalhar luz e amor às pessoas. Segundo o próprio Felipe foi depois de um rompimento doloroso que ele teve a ideia de unir imagem e texto a fim de transmitir bons pensamentos à outras pessoas.

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Foi justamente um momento desses que encontrei Felipe. Fazendo uma busca por tatuadores no instagram eu encontrei a imagem que me fez chorar instantaneamente e que foi o gás que eu precisava, pois naquele momento eu estava no fundo do mais denso poço. Foi na arte de Felipe que eu tomei o fôlego que precisava e sair da tristeza em que estava me afogando.

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Recentemente recebi da Galera Record o primeiro livro de Felipe. Sorria, você está sendo iluminado! é uma compilação de algumas ilustrações que o artista fez e que tem a missão de transmitir amor para os leitores. Não é bem um livro para ler, mas para dia a dia abrir uma página e mentalizar coisas boas. Eu pelo menos acabo fazendo isso rs.

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Há muito amor envolvido nesse projeto, dá pra perceber a cada virada de página e eu não canso desse livro. Já falei com Felipe que ainda terei um de seus desenhos tatuado.

Deem uma olhadinha no instagram do Felipe e se encantem com tanta luz!

Como o próprio diz: GRATIDÃO! Por tudo até aqui ❤

O que estamos fazendo aqui

Me afastei de muita coisa nos últimos tempos, tanto que até meus projetos de faculdade e outras pessoas também foram deixados de lado. Fui julgada por algumas pessoas do meu convívio, mas eu precisava, ainda preciso me reestruturar.  Estou continuamente vivendo o caos dentro de mim mesma.

Organizar uma vida e trazer tantos planos para o futuro às vezes cansam e eu ainda não sei lidar com isso. Cuidar de casa, trabalho e faculdade é desgastante demais e às vezes eu acho que não vou aguentar. São tantas pressões… “você não pode parar agora”, “está desistindo”, “sabia, você nunca termina nada que começa”, “porque esse desespero todo? É só um trabalho, faz logo e acaba com isso”… são essas algumas das coisas que eu ouço. Ando tão cansada disso, eu simplesmente queria sumir por um tempo, mas as contas não se pagam sozinhas, não é?!

Hoje, depois de dias sem redes sociais, entrei no facebook e vi um compartilhamento de um amigo e me identifiquei bastante com a fala do entrevistado, Ricardo Darín, ator e diretor argentino. Abaixo é possível conferir o trecho destacado da entrevista.

“Tudo está muito condicionado ao resultado. Tudo está muito condicionado à efetividade, ao acerto. […] Detesto a ideia de não poder errar, de não poder aprender com os erros, de não poder falhar, e nos levantarmos, nos recuperarmos e seguir em frente, porque esse é um dos motores do templo humano. Errar.”  – Ricardo Darín

 

Por um mundo mais paciente e empático.

Entrevista completa aqui  😉

Vejam os demais vídeos do Programa Sangue Latino.